segunda-feira, 30 de março de 2009

O verdadeiro time da virada


Flu vence Botafogo de virada e garante vaga nas semi-finais da Taça-Rio

Foram 45 minutos de muito sono e mau futebol, mas o segundo tempo valeu o ingresso. O Botafogo saiu na frente. Maiocosuel com paradinha ( que deveria ser proibida no futebol), marcou de pênalte e fez a galera alvinegra rir primeiro.
Pra piorar, logo depois, Edcarlos fez falta infantil no atacante do Botafogo e foi espulso. O Fluminense em situação dificil encontrou forças, mais uma vez, na entrada dos garotos Alan e Maicon, que empatou o jogo, num chute no canto esquerdo do goleiro Renan.
Os Botafoguenses estavam atônitos com o empate e ficaram incrédulos quando Conca, no último minuto do jogo, deu uma cacetada em cobrança de falta, sacramentando o nocaute, em mais uma virada do tricolor das Laranjeiras.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vira, vira, vira, virou

Flu começa perdendo para o Friburguense, mas consegue mais uma sensacional virada.
O Fluminense venceu pela terceira vez seguida, pela terceira vez de virada e pela terceira vez por 3x1.
Dessa vez, a cidade de Nova Friburgo foi quem teve a oportunidade de ver de perto o show dos comandados de Parreira.
Roger, Conca (num golaço) e T. Neves marcaram os gols do tricolor. Cadão marcou para o Friburguense.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Um novo caso de amor


Fred cheGOL
Atacante estreou e mostrou para que veio, marcando duas vezes no 3x1 sobre o Macaé

A estréia de Fred com a camisa do Fluminense não poderia ter sido de melhor forma. O jogador fez dois gols e foi decisivo na vitória de virada do tricolor, que perdia para o Macaé por 1x0, até os vinte e cindo minutos da segunda etapa.
Outro que tambem merece os louros pela importante vitória do Flu, é o técnico Parreira. Se ele não tivesse sacado o atrasa-lado Mariano e o cada vez mais tímido Leandro, O Flu certamente não viraria a batalha.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Seis anos do sofrimento Sudanês


O Ditador do Sudão, Omar al-Bashir, foi indiciado pelo Tribunal Internacional de Justiça (Tribunal de Haia), no último dia quatro. A condenação chamou a atenção do mundo para o que acontece há anos no Sudão.
Al-Bashir, no poder desde 1989, é acusado de empreender uma campanha de extermínio na região de Darfur, oeste do país, contra tribos de pele escura e que vivem somente da agricultura.
Para isso, usa as forças armadas oficiais, ou financia os temidos grupos armados conhecidos como Janjawedd.
O Sudão é um dos países mais pobres do continente africano. Fica em região desértica, de solo pobre e infértil e pra piorar ainda mais, o país passa por um período de seca como a muito não se via. Ver matéria da Folha.

O indiciamento de Al-Bashir é sem dúvida, um grande passo, na busca de paz na região. Mas os anos passam rápido e o futuro de todo o sofrido povo sudanês é quase tão certo, quanto o nascimento de uma rosa em seus quintais.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mais uma vitória do jogo feio

Fluminense 2 x 1 Volta Redonda
Rio de Janeiro: 11/03/2009
Campeonato Carioca
Estádio: Mario Filho

O homen gol está devolta

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um novo começo para o Flu


O jogo de hoje a noite, contra o Volta Redonda, no Maracanã, marca o retorno de Parreira no comando técnico do tricolor.
Fred estréia no próximo domingo.
São duas figuras que renovam a esperança e o orgulho do torcedor do Fluminense.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Meu nome é Rádio

Texto de Hélio Ribeiro escrito para a Rádio Excelsior
no Dia do Rádio em 1989.


"Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi.
Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão.
Fisicamente sou um ser eletrônico.
Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue da palavra.
Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra.
Minha vitamina tem o nome de kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo.
Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem só e às crianças que só vivem.
Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores...
Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja!
Ao meu espírito resolveram chamar "ondas".
Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia.
Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo o mal.
Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta.
Meu nome é rádio.
Eu não envelheço, me atualizo.
Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa.
As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos.
Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como o meu pai Marconi queria que eu fosse.
Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado.
Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passamentos.
Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo.
Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres.
Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre.
O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável... sempre!
No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou...
Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos.
Tenho noção de minha força política. Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente.
Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais.
E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador.
Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido, o mundo não seria o mesmo.
Meu nome é rádio.
Eu não quero ser mal entendido.
Eu sou apenas um instrumento.
Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos!
Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade.
E que tenham noção básica de que tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos e melhorar pessoas.
O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que a minha existência se deve ao número dos que me ouvem.
O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes.
Eu poderia fazer muito mais, mas as vezes falta dinheiro pra fazer tudo aquilo que eu quero.
Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor.
Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou "a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo".
Eu sou apenas um instrumento.
Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão.

Ah, com alegria, muita alegria... Se possível. "

[Hélio Ribeiro, 1935 – 2000]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ao amigo Tarcísio

Carnaval.
Carnaval me lembra Seu Tarcísio, um amigo velhinho que eu tive quando freqüentava a Ilha de São João, próximo a Simões Filho, em Salvador.
Eu não tinha mais do que 13 anos e meu amigo já passava dos 60 facilmente. E nesta idade, todos sabem, todo velhinho tem algum problema de saúde. O do meu amigo era Diabete.
A vida era boa e eu adorava ir pra Ilha sempre que podia, e sempre que podíamos era no carnaval. A casa era tão acolhedora, que até uma árvore tentou nascer bem no meio da sala do casal Tarcísio e Mercedes.
Meu amigo conselheiro era, quando mais jovem, compositor de samba em Brasília. Usava as histórias, as fotos, as composições dele, para tentar me convencer de que o desfile das escolas de samba da capital Federal, eram tão bons quanto os do Rio.
Eu, com meus olhos ávidos por novidade, ficava olhando aquilo tudo com muita atenção pra aprender a cantar como o Puxador, pra poder entrar no ritmo do Tamborim, da Cuica - que adoro até hoje -, do apito de marcação, e pra poder também, sentir a alegria do ritmo do samba correr pelo meu corpo e lavar a minha alma.
Acho que já se passaram 12 anos que tudo isso aconteceu, fiquei sabendo que a diabete venceu meu amigo compositor, velho malandro de Brasília, que me ensinou a gostar de samba, que morava na saudosa Ilha de São João, e que agora mora lá no céu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Porquê o nome Sopa de Papelão

Quando tinha mais ou menos 10 anos vi uma matéria na TV. A repórter entrou numa favela das mais miseráveis, para mostrar a vida de um casal, cujos dois filhos, eram alimentados com uma sopa. A sopa era feita dos papelões catados pelo pai. Nunca mais esqueci. Por isso o nome do Blog.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fernando Henrique nunca esquecerá esta noite

O Fluminense ressurgiu das cinzas, ontem em Campos
O Flu vencia por 1x0, gol de Thiago Neves. Mas, aos 37 do segundo tempo, FH, num lance infantil, deu um soco em Klesa, atacante do Americano. pênalti convertido, 1x1.
Com o resultado o tricolor dava, precocemente, adeus a qualquer chance de classificação às semifinais na Taça GB.
Mas, aos 48 minutos FH, no desespero, foi pra àrea campista e sofreu pênalti.
Conca bateu e, na raça, trouxe a esperança devolta.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Somália, o inferno


Localizada na costa nordeste do continente africano, a Somália é uma nação em frangalhos.
Durante vinte anos foi palco de uma guerra civil, e apesar do cessar-fogo, a violência atormenta a capital, Mogadíscio.
O controle do país é disputado por grupos para-militares, e apesar do caos, uma linha de trabalho em especial -a pirataria-vai de vento em polpa.
De 2007 pra cá, quase um milhão de pessoas teve de fugir do país.
Um território totalmente destruído e uma população desamparada, onde não existe um governo legal. O último data de 1991.
A gravíssima crise que atinge a Somália, tem como alguns dos agravantes, a seca, a interminável guerra, os altíssimos preços dos alimentos, a pobreza, falta de infra-estrutura e a carência de recursos naturais.
Tudo isso torna a Somália um verdadeiro inferno terrestre, onde o simples fato de viver já é uma aventura.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Música de hoje

Canção de Julinho
Composição própria.

Agora eu já sei, que voltando ao normal
O ano passou, comprei um quintal
O mundo mudou, mudou para o mal
O mudo falou, que era normal
O quintal cresceu, cresceu o quintal
Chamei meu amor, botei um farol
Agora voltou, não era pra já
De ir esperar, o bicho cantar
Agora voltou
Ao normal...